Outro dia minha filha virou para a amiguinha e perguntou "Você foi alugada?" Na verdade ela queria saber se a amiga tinha sido "adotada". E foi interessante porque quando perguntou isto, várias pessoas presentes responderam: eu fui adotada. Outras contaram para ela que apesar de terem crescido com a mãe biológica, não conheciam o pai e que um outro homem tinha desempenhado o papel de pai na vida delas. Estas respostas cortaram pela raíz a idéia de que sua amiguinha "adotada" teria uma situação menos privilegiada do que a dela. Ela considera agora adoção a coisa mais natural do mundo!
Mas, nem sempre as crianças reagem assim... e nem sempre a criança adotada está feliz em sua nova família. Me lembro de um programa de rádio no qual a pessoa entrevistada disse que no momento da adoção, você está diante de três perdas importantes: a mãe e pai biológicos perdem o vínculo com a criança, a criança perde o vínculo com os pais biológicos, e os pais adotivos muitas vezes estão fragilizados porque se descobriram vítimas da infertilidade, perderam ou deixaram de usufruir do privilégio de procriar.
Para que uma adoção fosse bem sucedida, argumentava ela, é necessário reconhecer e administrar bem estas perdas. Decidi pesquisar e registrar aqui o que eu descobrir. Minha primeira pergunta:
O que significa para a mãe biológica perder o vínculo com um filho ou uma filha?
Você tem alguma opinião quanto à isto?

acredito que essa perda para a mae representa um vazio ...perdi algo que era meu...mas paar o filho talvez a dor seja maior...pois alem disso precisa lidar com a falta de proteçao e insegurança naturla noprocesso de adoçao.
Posted by: Dayane | 02/28/2010 at 16:17