E os funcionários ou voluntários? Será que eles podem também agir de forma anti-ética para com a organização?
Aqui está a lista de "pecacos capitais" dos funcionários e voluntários. Você concorda com ela? Acontece isto mesmo nos projetos sociais? O que motiva cada um desses "pecados"? Para simplificar, vou chamar funcionários ou voluntários de colaboradores.
Pecados Capitais dos Colaboradores em Projetos Sociais
1. O colaborador justifica falta de compromisso e profissionalismo pelo fato de ser voluntário ou não receber um salário nos níveis que considera justo. Transforma as condições precárias de salário, benfícios ou até as dificuldades do meio em que trabalha em desculpa para fazer um trabalho medíocre.
2. A colaboradora age de forma autoritária, com má vontade, com um ar de superiodade, quando se relaciona com membros da população atendida. Não percebe que tem a obrigação de prestar contas à comunidade e age como se estivesse lhes fazendo um grande favor. Ás vezes é uma pessoa que venceu grandes barreiras na vida e se sente no direito de julgar aqueles que estão em posição social inferior à sua. Não consegue perceber que os beneficiários são seus clientes sem os quais a organização simplesmente não tem razão de existir e que apesar de não terem dinheiro ou posição social, são dignos e merecedores do melhor atendimento possível. Chega ao ponto de emitir julgamentos de valor em público, quando comenta a situação de uma ou outra família na frente de outros beneficiários.
3. O colaborador age de forma irresponsável na administração dos recursos públicos. Qualquer recurso doado a uma instituição filantrópica é um recurso público. De forma sutil acaba se apropriando indevidamente de doações em gênero ou por desperdício e mal uso. Pensa "Já que foi dado, pode ser usado por todos. Eu também preciso. Por que não? Eu também ganho muito pouco).
4. A colaboradora age de forma a assumir responsabilidades que exigem uma qualificação que não ela ainda não tem sem perceber o risco que tais ações acarretam. Por exemplo, é educadora e determina que uma criança não tem nenhum problema de apredizagem, é só preguiça, sem nunca buscar uma avaliação profissional. Às vezes vai além, tomando para si atribuições e responsabilidades que são reservadas por lei a técnicos (psicólogos, assistentes sociais, advogados, pedagogos, etc).
5. O colaborador evita se envolver com a sua equipe, tem dificuldade em valorizar os colegas e reconhecer que o trabalho eficaz é uma soma de esforços. Pensa: "Eu sou a técnica, eu sei como deve ser feito." Tem um sentimento de superioridade com relação aos colegas, ou porque tem mais tempo de casa, ou porque tem mais educação formal, ou porque confia demais nos seus próprios julgamentos.
6. A colaboradora resiste a mudanças, não quer aprender coisas novas. Não acredita em mudanças, preferindo manter uma postura fatalista que acaba influenciando os colegas negativamente. Com piadas e brincadeiras, parece torcer para que suas espectativas negativas se tornem realidade.
7. O colaborador sente que tem direitos especiais numa organização social e exige uma tolerância e boa vontade da organização para com ele muito grande. Já que a instituição existe para ajudar as pessoas, ele se coloca na posição de quem precisa de ajuda. Suga muita energia dos colegas que estão sempre tentando cobrir pelas suas falhas. Não consegue estabelecer os limites saudáveis entre sua vida pessoal e seu trabalho, trazendo para o trabalho todos os seus problemas pessoais e vice-versa.
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